quarta-feira, 16 de março de 2016

Aspectos trabalhados pelo Pathwork

Aquilo que eu já sou, seja o que for, eu quero dedicar à vida. Eu deliberadamente quero que a vida faça uso do melhor daquilo que eu tenho e sou.” Palestra 138

Quando não conhecemos nossos diferentes níveis de consciência (o Eu Superior, o Eu Inferior e a Máscara) criamos conflitos, estando menos capacitados para lidar com eles em nossa relação conosco e com os outros. Encarar e compreender a divergência entre esses níveis é o primeiro passo para a sua unificação.

Para atingir este objetivo, o Pathwork trabalha alinhando os diferentes aspectos da nossa personalidade: pensamento, vontade, sentimentos e expressão física. Quando o alinhamento acontece as reações benígnas se multiplicam em nossas vidas.
  1. Mais Saúde.
    A saúde é o produto da genuína aceitação do que se é, permitindo a restituição do contato com a culpa real, e sua reparação.

    A eliminação de defesas desnecessárias, de medos irreais e o enfrentamento do Eu Inferior contribuem, do ponto de vista físico, para harmonizar a produção e lançamento no corpo de substâncias produzidas pelo sistema glandular, o que traz alívio imediato e do ponto de vista da alma, restituem a flexibilidade adequada à sua substância altamente impressionável.

    Retornar à saúde, quando se está doente, significa passar pela dor da regeneração, acalmando o medo, ampliando, movendo e enriquecendo percepções fixas com novos pontos de vista e consequente acesso a outros pensamentos e emoções.

  2. Abertura para a Abundância.
    Quando superamos as ilusões sobre nós mesmos, as escolhas insatisfatórias, as ambições falsas e infantis e os sacrifícios autolimitadores, usufruímos um processo de expansão ilimitada disponível no universo.

    Nesse estado vivemos a inteireza da experiência, do crescimento em integridade e objetividade, da percepção do processo contínuo da vida em sua infinita maravilha de grandeza, sabedoria, amor e prazer.

    A abundância pode ser estabelecida quando nos arriscamos a dar, na expectativa consciente de que ela crescerá porque o medo da pobreza e da privação deve ser ilusório. 

  3. Melhores Relacionamentos.
    O relacionamento é ao mesmo tempo uma realização, um desafio e um

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pathwork e as Leis Espirituais

Ao longo de 258 palestras ministradas entre março/1957 e janeiro/1979, através da austríaca Eva Pierrakos (1915-1979), se sobressaem as Leis Espirituais, segundo a metodologia Pathwork. Ei-las:

1. LEI DE AUTORRESPONSABILIDADE
"Você cria sua própria realidade." Palestra 40

2. LEI DE PAGAR O PREÇO
"Há um preço a ser pago por tudo. Aquele que tenta evitar isto irá ao final pagar muito mais caro." Palestra 25

3. LEI DE CAUSA E EFEITO
"Cada ato tem suas consequências." Palestra 245
A todo ser é sempre dada a chance de resolver seus problemas, conflitos e desarmonias nas circunstâncias mais fáceis possível. Palestra 38

4. LEI DE VIVER NA VERDADE (ENFRENTAR A VIDA)
"Para me tornar o que eu quero ser, primeiramente, devo sem medo, vergonha ou vaidade enfrentar o que há em mim." Palestra 25

5. LEI DA FRATERNIDADE
"Ser capaz de abrir seu próprio coração para o outro traz ajuda espiritual que não poderia receber por si próprio." Palestra 26

6. LEI DA JUSTIÇA
"Ame ao seu irmão assim como ama a si mesmo." Palestra 30

in livro "Material Adicional e outros textos (2014). Eva Pierrakos e outros. Publicado pelo Pathwork - Regional São Paulo

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Saber o que somos

"Terror (do self) é o estado de pavor em que nos encontramos quando não temos consciência do que ocorre conosco e estamos identificados com a ignorância e o mal.
Frequentemente esse terror não é experimentado conscientemente; 
somente quando nos encontramos perdidos, cegos e confusos sobre o que e quem somos e passamos a ter os primeiros sinais de identificação com o nosso Eu Verdadeiro, é que nos tornamos consciente dele. É um período de transição que pode durar por algumas ou muitas encarnações.
À medida que a desidentificação da ignorância e do mal em nós ocorre mediante o trabalho de autoexame esse terror desaparece, mas cabe a nós decidir encará-lo, ou não. 
O terror existe somente porque nós não sabemos que há um Eu Real além dos aspectos que odiamos. Por causa desse terror hesitamos bastante até em identificar aquilo que odiamos em nós. Enquanto nos falta a coragem de procurar saber se o nosso medo é ou não justificado, nós não podemos descobrir que ele não o é e que somos mais, muito mais do que aquilo que tememos ser."

in Dicionário Pathwork, por Clarice Nunes - Pathwork RJ/ES - baseado na Palestra 189 - "A autoidentificação determinada pelos estágios da consciência", do Guia do Pathwork, em 12/fev/1971.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma perspectiva do coração, por Christine Day


NOVA TRAMA DE LUZ BANHA O PLANETA
Uma Mensagem Pleiadiana
por Christine Day


Amados, nós os saudamos.

Nós testemunhamos a transformação dramática que tem acontecido em seu planeta desde a Separação Dimensional que aconteceu em Junho.

Seu mundo está transformado por uma nova trama de luz banhando o planeta. Esta trama fluida contém multidimensionalidade expandida, criando uma metamorfose profunda em todo seu planeta.

Um aspecto deste processo de nascimento é criar um movimento dentro da fluidez, como uma batida de coração pulsando luz, fluindo como um vento suave sobre o seu planeta.

Nós comparamos isso com os “ventos de mudança” anunciando a chegada de um novo tempo para toda a humanidade, abrindo oportunidades para cada um de vocês transformarem-se através de um processo de relembrança que irá realinhar você com os reinos superiores do seu próprio self superior de fonte pura.


As células do seu espaço do coração já estão respondendo a esta Separação Dimensional. A sua mente do ego pode não estar ciente desta mudança, no entanto as células do seu coração já contêm esta nova frequência de luz dentro delas.

Você está sendo alinhado conforme o seu espaço do coração interage com esta nova consciência fluida de trama de luz. A batida de coração pulsando luz está criando a aceleração, um nascimento acontecendo em seus sistemas físico e energético do seu corpo.

Saiba que esta nova trama fluida contém consciência da luz de 5a e 6a dimensões e alinha-se diretamente através do seu centro cardíaco, o seu espaço de casa, revelando a você uma nova porta de acesso.

Esta frequência de luz não pode de forma alguma ressoar com a mente do ego, porque a mente do ego só alinha-se com experiências de 3a dimensão. A sua mente do ego não consegue viver ou compreender estas verdades de reinos superiores contidas nestas frequências recém-nascidas.

O CENTRO CARDÍACO

A única forma através da qual você pode conectar-se conscientemente com esta frequência recém-nascida é alinhando-se através do seu centro cardíaco. Seu centro cardíaco funciona como uma porta de entrada.

Ao trazer a sua consciência ao seu coração, esta porta de entrada abre-se e você simplesmente começa a alinhar-se e a acessar esta trama fluida de consciência de luz de

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O início do Pathwork, por Eva Pierrakos

"Naquela noite - em um grupo que estava profundamente interessado em fenômenos psíquicos e espirituais, em agosto/1952, em Zurique/Suíça - pela primeira vez na minha vida - aos 37 anos - senti uma forte presença e uma impressão de realidade com relação a Deus. Apenas uma coisa me incomodava: minha mão direita. Ela começou a doer. O que poderia ser? Parecia reumatismo. Isso surgiu de repente e decididamente me impedia de aproveitar minha linda experiência. Minha mão ficou muito pesada, tão pesada que meu braço não conseguia suportar o peso da minha cabeça. Parei de resistir e simplesmente deixei o braço cair sobre a mesa, esperando que atenção nele diminuísse.

Subitamente, minha mão se moveu contra a minha vontade, e meus dedos se moveram sobre a toalha de mesa como se eu estivesse escrevendo. Peguei papel e um lápis e o lápis começou a escrever. Não era eu - eu não tinha como interferir. Primeiro, apenas linhas retas foram desenhadas diagonalmente, cruzando o papel. Em seguida, cada linha começava com meu nome e terminava na linha diagonal ascendente - de novo e de novo. Meu coração estava batendo. Foi uma experiência extraordinária. Quando ouvi falar sobre esses fenômenos, eles eram chamados de "escrita automática". Mas como isso pôde acontecer comigo? Justo comigo! Eu não tinha nenhum desejo de me tornar uma "médium". Que pensamento aterrorizante - e embaraçoso! O que todos os meus amigos diriam? Eles achariam que fiquei louca. No entanto, isso é fascinante, pensei. O mero fato de que algo que eu tinha feito estava além do meu controle imediato parecia bastante incrível. Nem por um instante duvidei de minha sanidade e estava curiosa para ver o que mais minha mão escreveria.

No dia seguinte, visitei uma amiga que estava bastante familiarizada com esse tipo de fenômeno, encarado como uma coisa natural. Ela me alertou para nunca praticar sozinha, porque o fascínio do fenômeno é tão profundamente envolvente que é possível perder a noção da realidade e deixar de usar o bom senso - ambos extremamente necessários no treinamento de dons mediúnicos. Para destrinchar  os muitos níveis do fenômeno, é preciso um ceticismo saudável, mente aberta, experiência e conhecimento nessa área, desapego e inteligência. É muito fácil, no começo de tal experiência, perder o senso de proporção, deixar-se levar pela emoção, sucumbir à adulação e à autoilusao. Minha amiga se ofereceu para se reunir comigo, regularmente, propondo que essas sessões fossem realizadas de maneira ordenada, com duração aproximadamente de uma hora, e me alertou para não ceder a nenhuma demanda absurda que pudesse surgir com a escrita.

Demorei um bom tempo para entender que são necessários anos de trabalho árduo, treinamento, desenvolvimento pessoal, profunda autoconfrontacao e tentativa e erro até que se possa chegar a um nível de comunicação significativo e construtivo. Houve muitos empecilhos, muitas tentações a serem superadas.
 As primeiras dez sessões com minha amiga foram infrutíferas: não produzi nenhuma escrita inteligível - apenas rabiscos, como de crianças;  mais tarde vieram notas musicais. (Não toco nenhum instrumento musical, nem tenho um ouvido especialmente bom.) O traço das linhas para as notas eram tão reto que parecia que uma régua tinha sido usada. Depois das dez primeiras sessões, surgiram várias caligrafias. 
Então, a partir de um certo momento, manifestou-se uma escrita de caráter notadamente diferente das outras, diferente em ênfase e quanto ao sentimento que induzia. Tinha autoridade, de uma maneira calma e segura; não hesitava. Obviamente, sabia do que estava falando. Suas afirmações eram de incrível lucidez e sabedoria. Sempre se concentrava no desenvolvimento interior e recusava-se a discutir banalidades ou fornecer qualquer "prova", intensificando o fenômeno. Nunca insistia em obediência, mas aconselhava calmamente. Nunca tomou decisões em nome de outras pessoas, mas ajudava com relação a como cada um podia tomá-las. Tinha o incrível dom de evidenciar uma verdade dolorosa ou pouco lisonjeira sem magoar, mas elevando o espírito da pessoa, ao mesmo tempo. Essa voz - seja lá o que ou quem fosse - possuía uma sabedoria superior à de qualquer outra que eu tivesse encontrado anteriormente."
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O texto acima é uma adaptação (com grifos meus) sobre o capítulo inicial do livro O CAMINHO PARA O EU REAL, escrito em 1965, por EVA BROCH PIERRAKOS, publicado em 2012, pela instituição Pathwork São Paulo.

Mais informações históricas sobre EVA PIERRAKOS:
- Filha do romancista judeu alemão JAKOB WASSERMANN (10/mar/1873- 1º/jan/1934) autor de  clássicos da literatura mundial "O caso Maurizius" e "O enigma de Kaspar Hauser" que foram levados ao cinema.
- Nascida em Viena/Áustria em 30/mar/1915.
- Perdeu o pai, aos 18 anos, em 1934.
- Em 1939, mudou-se pra Nova York.
- Entre 1952 e 1955, o treinamento de desenvolvimento psicológico pessoal, na Suíça.
- Em ago/1952, em Zurique/Suíça, começou  a psicografar no estilo "escrita automática". Tempos depois, as mensagens lhe viriam em estado de transe uma voz interior inspiradora.
- O Guia, nome pelo qual a voz (na verdade, um ser espiritual) veio a ser chamado pelas pessoas que se sentiam guiadas para o autoconhecimento e autotransformação, a 
- Em 1956, retorna aos EUA.
- Um novo grupo se reunia a cada quinze dias, para ouvir o Guia.
- Primeira palestra da metodologia se deu em 11/mar/1957.
- Em 1967, conheceu o psiquiatra John C. Pierrakos, um dos fundadores da Bioenergética e quem iria mais tarde lançar a Core Energetics.
- Em 1971, casou com John, e passou a se assinar EVA BROCH PIERRAKOS.
- Última palestra em 7/fev/1979.

- Em 1º/mar/1979, faleceu em Nova York.